Monday, July 18, 2005

"Santana Lopes deseja "preservar" Ballet Gulbenkian "


do DN 15/07:
Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), decidiu propor o início de conversações com a administração da Fundação Gulbenkian, no sentido de procurar solução para o Ballet Gulbenkian (BG), conforme comunicado emitido ontem à noite.O DN soube, junto de fonte da autarquia, que a CML procura uma solução que concilie os interesses da Fundação Gulbenkian e do Ministério da Cultura. Sendo ponderada a eventual integração do BG na Associação Música, Educação e Cultura (responsável pela Orquestra Metropolitana), e levantando-se, como possíveis sedes residentes, os espaços do Teatro São Luiz ou o Cinema Paris (a recuperar na Estrela).Paulo Ribeiro, director artístico do BG, afirmou ao DN "Não me parece que isto pressuponha um projecto de trabalho. Parece-me mais uma demagogia, uma posição eleitoralista. Estou muito cansado deste jogo de aparências. Por mim, não vou dar qualquer passo neste período delicado." O coreógrafo diz achar "isto tudo muito estranho". O director artístico do BG confirmou ao DN ter recebido ontem, à hora de almoço, um telefonema da vereadora da cultura da CML, Maria Manuel Pinto Barbosa, "mas foi tudo muito rápido e a conversa ficou de ser retomada". A estranheza do coreógrafo resulta de episódio que recorda: "Há três anos, quando fui convidado para o BG, planeando trabalho, fiz contactos com Maria Manuel Pinto Barbosa, no sentido de se encontrar um espaço na cidade para estabelecer um interface entre a companhia e o resto do mundo da dança, com actividades pedagógicas, produções de outras companhias, todo um programa retirado da subcave da Av. de Berna. Disse- -me que não faria muito sentido um espaço para uma instituição rica, quando há outras que precisam. Fui eu quem lançou o desafio e não tínhamos voltado a falar". No comunicado, a presidência da autarquia afirmou que, "respeitando" a decisão da Gulbenkian de extinguir a companhia de bailado, "considera também que, em Portugal, onde existem poucas instituições de referência no campo da cultura e das artes, designadamente companhias de bailado, os poderes públicos não podem assistir com indiferença ao desaparecimento de todo um património de excelência que deve ser preservado, incentivado e devidamente enquadrado". A vereadora da cultura irá conduzir o processo para tentar encontrar uma solução com a administração da Gulbenkian e com o director artístico da companhia, bem como com outras instituições e personalidades ligadas a este sector, adianta o comunicado da CML."Não temos conhecimento de que tenha havido qualquer contacto prévio [com a autarquia]", limitou-se a dizer ao DN Leonor Vaz, do gabinete de comunicação da Gulbenkian, ressalvando que, pela hora a que foi emitido o comunicado da CML, não era possível confirmar se a administração o recebeu.* Com Paula Lobo

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