Thursday, July 28, 2005

Ultimo espectaculo do (Ex-) BG no 31/07



Finalmente o ultimo espectaculo do (Ex) Ballet Gulbenkian!

Dia 31/07/05 no Teatro Camões as 19.00h.
Entrada livre.
Tragam (20) amigos...
After-Show party being planned.....



Convidam as/os bailarinas/os:
Mayra Becker, São Castro, Mónica Gomes, Barbara Griggi, Sofia Inácio, Wubkje Kuindersma, Laura Marín, Daniela Neugebauer, Cláudia Nóvoa, Ana Cláudia Ribeiro, Sylvia Rijmer, Iolanda Rodrigues, Sandra Rosado, Ana Sendas, Teresa Alves da Silva, Ann De Vos, Lindanor Xavier, Jordi Alguacil, Allan Falieri, Bernardo Gama, Bruno Guilloré, Hillel Kogan, Danilo Mazzotta, Pedro Mendes, Carlos Prado, Rui Reis, Romeu Runa, Jermaine Maurice Spivey e Rodrigo Vieira. ........
para mostrar "Cantata" de Mauro Bigonzetti que ofereceu os direitos desta obra para que seja a ultima do BG. Mas se vão despedir com mais uma surpresa........

..... apareçam!

Friday, July 22, 2005

"Without Reasons" from FAZ/Germany


from Germanies Frankfurter Allgemeine Zeitung 21/07/05:


"Without Reasons"....... "Portugals best Ballet dissolved".....[...]...."The notice without justification leaves Portugal without a single well-know dance company."

Wednesday, July 20, 2005

..NZZ, newspaper from Switzerland, writes about BG...

here is the article:
http://www.nzz.ch/2005/07/18/fe/articleCZKFE.html

"At the Foundation Gulbenkian in Lisbon the administrators keep silent, are on vacation or are not available because of some other reason. The PR department promises to call back -- what doesn't happen. ...[...]..."It seems like in Lisbon they entrench behind closed doors until nobody calls anymore"..."

Tuesday, July 19, 2005

.... from Canada...

Anonymous said...
To say that te closure of Ballet Gulbenkian is a huge dissapointment is the understatement of the century.
A cultural institution, an iconic dance company, the company that most dancers and choreographers can only dream about- what a loss for the dance community and for the world. As a member of the most underappreciated artform in Canada, I must admit that yet another company closure is (unfortunately) not surprising anymore. But for the culturally rich country of Portugal to make such a decision is mind-blowing. Is globalization killing yet another country's cultural integrity?
Because that is what it is-integrity- a respect for your country's identity, heritage and innovative spirit. Dance is the most accessible artform to promote a country's identity to the rest of the world. Dancers represent a nation's most effective cultural ambassadors.
Portugal might as well stop producing and exporting wine...!
With my heartfelt wishes to the dancers who, once again must bear the brunt of a heartless bureaucracy's decisions- keep on pushing. The dancers of the world are with in your struggle.
Neelanthi Vadivel
Montreal, Canada

Monday, July 18, 2005

The extintion and the possible future of Ballet Gulbenkian was mentioned in all portuguese newspapers this weekend..... normally more than once.
If you think there should be done something to preserve the BG..... tell us what it is .... and leave a comment....

"Santana Lopes deseja "preservar" Ballet Gulbenkian "


do DN 15/07:
Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), decidiu propor o início de conversações com a administração da Fundação Gulbenkian, no sentido de procurar solução para o Ballet Gulbenkian (BG), conforme comunicado emitido ontem à noite.O DN soube, junto de fonte da autarquia, que a CML procura uma solução que concilie os interesses da Fundação Gulbenkian e do Ministério da Cultura. Sendo ponderada a eventual integração do BG na Associação Música, Educação e Cultura (responsável pela Orquestra Metropolitana), e levantando-se, como possíveis sedes residentes, os espaços do Teatro São Luiz ou o Cinema Paris (a recuperar na Estrela).Paulo Ribeiro, director artístico do BG, afirmou ao DN "Não me parece que isto pressuponha um projecto de trabalho. Parece-me mais uma demagogia, uma posição eleitoralista. Estou muito cansado deste jogo de aparências. Por mim, não vou dar qualquer passo neste período delicado." O coreógrafo diz achar "isto tudo muito estranho". O director artístico do BG confirmou ao DN ter recebido ontem, à hora de almoço, um telefonema da vereadora da cultura da CML, Maria Manuel Pinto Barbosa, "mas foi tudo muito rápido e a conversa ficou de ser retomada". A estranheza do coreógrafo resulta de episódio que recorda: "Há três anos, quando fui convidado para o BG, planeando trabalho, fiz contactos com Maria Manuel Pinto Barbosa, no sentido de se encontrar um espaço na cidade para estabelecer um interface entre a companhia e o resto do mundo da dança, com actividades pedagógicas, produções de outras companhias, todo um programa retirado da subcave da Av. de Berna. Disse- -me que não faria muito sentido um espaço para uma instituição rica, quando há outras que precisam. Fui eu quem lançou o desafio e não tínhamos voltado a falar". No comunicado, a presidência da autarquia afirmou que, "respeitando" a decisão da Gulbenkian de extinguir a companhia de bailado, "considera também que, em Portugal, onde existem poucas instituições de referência no campo da cultura e das artes, designadamente companhias de bailado, os poderes públicos não podem assistir com indiferença ao desaparecimento de todo um património de excelência que deve ser preservado, incentivado e devidamente enquadrado". A vereadora da cultura irá conduzir o processo para tentar encontrar uma solução com a administração da Gulbenkian e com o director artístico da companhia, bem como com outras instituições e personalidades ligadas a este sector, adianta o comunicado da CML."Não temos conhecimento de que tenha havido qualquer contacto prévio [com a autarquia]", limitou-se a dizer ao DN Leonor Vaz, do gabinete de comunicação da Gulbenkian, ressalvando que, pela hora a que foi emitido o comunicado da CML, não era possível confirmar se a administração o recebeu.* Com Paula Lobo

... from "Expresso"...

unfortunately not possible to read the whole articels online: from Expresso Friday 15th (left) and Saturday 16th (middle and right),



Friday, July 15, 2005

"Ministra da Cultura admite viabilizar [BG] com fundação e câmara"


http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1228298&idCanal=40

Do Público de hoje


Administração da fundação diz que é irreversível
Ministra da Cultura admite viabilizar Ballet Gulbenkian com fundação e câmara
15.07.2005 - 15h43 Lusa

A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, admitiu hoje apoiar um projecto de viabilização do Ballet Gulbenkian, em parceria com a Câmara de Lisboa e a fundação.
Comentando o anúncio de ontem do presidente da Câmara de Lisboa, de que vai propor conversações com o conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian para encontrar uma solução que preserve o legado do Ballet, Isabel Pires de Lima adiantou que irá aguardar por contactos, desde que envolvam a fundação.
"Aguardo que a Câmara Municipal de Lisboa, em articulação com a Fundação Calouste Gulbenkian, contacte o ministério, se assim o entender, no sentido de se estudar alguma solução", prometeu a ministra.
"Estou a saber dessa iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa pela imprensa, que não é propriamente o meio mais normal", afirmou Isabel Pires de Lima, à margem da cerimónia de colocação da primeira pedra do Centro de Interpretação de Aljubarrota, em Porto de Mós.
Afirmando que "o ministério está aberto a ouvir as propostas que, porventura, a Câmara de Lisboa em articulação com a fundação, tenha a fazer", a ministra salientou, no entanto, que qualquer solução para o problema "não pode ser uma decisão precipitada".
A fundação anunciou em comunicado, no passado dia 5 de Julho, a decisão do conselho de administração de extinguir o ballet, no âmbito de uma reestruturação e face ao novo enquadramento da dança em Portugal.
Quarta-feira, Rui Vilar, presidente do conselho de administração, afirmou aos jornalistas que esta decisão foi "unânime" e era "irreversível". Neste mesmo dia, ao final da tarde, um grupo de cidadãos protestou contra esta decisão nos jardins da sede da fundação, em Lisboa.Ontem, numa nota do seu gabinete, Pedro Santana Lopes afirmou que "os poderes públicos não podem assistir com indiferença ao desaparecimento de todo um património de excelência que deve ser preservado, incentivado e devidamente enquadrado".
Declarando "respeitar" a decisão da fundação de extinguir o Ballet Gulbenkian, o autarca anunciou querer encetar conversações "no sentido de tentar encontrar uma solução".
O comunicado adianta que nos últimos dias Santana Lopes "desenvolveu vários contactos exploratórios para estudar a viabilidade desta decisão nos planos artístico, financeiro e organizacional, estando agora disponível para conversações" com o conselho de administração da Fundação Gulbenkian

Thursday, July 14, 2005

... 1ª página do Publico...

"conjunto de...[...] comunistas e anarquistas..."

Anonymous said...
Acho mt bem que tenham fechado esse sorvedouro de dinheiros da Fundação Gulbenkian, que não passa de um conjunto de tachos para militantes do bloco de esquerda, comunistas e anarquistas. á agora queriam reformar-se aos 30 anos, não? Há maneiras muito mais inteligentes de aplicar o dinheiro ao serviço da cultura e ciência. Dança contemporânea?! Poupem-me...!
7:35 PM

...comments from 13.07.05...

http://criticomusical.blogspot.com/2005_07_01_criticomusical_archive.html#112063774867791586

Pequena Companhia said...

Apenas digo que o Ballet Gulbenkian é uma fonte de inspiração para nós....www.freewebs.com/littlecompany
12:49 AM
http://www.freewebs.com/littlecompany/

contra-indicado said...
.......Isto de andar em bicos dos pés está tudo ligado, é o que é.(Apoio incondicional no contra-indicado) ......
http://contra-indicado.blogspot.com/

Pedro said...
Isto é uma tristeza, mas vem na sequência da política e das intenções expressas há anos pela actual administração, que quanto a mim tem vindo a desbaratar tudo o que foi feito pelo casal Perdigão. As justificações avançadas pela administração são ridículas.Será que alguém me podia esclarecer uma coisa -- quais são/eram os encargos anuais com o Ballet Gulbenkian? E qual é o peso desses encargos no orçamento da fundação? Se me pudessem enviar essa informação por email agradecia.

Wednesday, July 13, 2005

...reaction from inside Gulbenkian...

Reacção dum/a colaborador/a da Fundação Gulbenkian:

Anonymous said...

Mais um desabafo.
http://www.geocities.com/gulbenkian2005
12:31 AM

Tuesday, July 12, 2005

...dança NADA desactualizada...

Anonymous said...
em resposta à justificação, que muito soa a desculpa muito esfarrapada!, para esta decisão que só faz se não chocar!levanto outra questão:e porque não ter uma companhia que se mantém fiel a um estilo de dança NADA desactualizada, no panorama internacional? não é bom e também importante termos representações "cá dentro" do que se passa "lá fora"? - mto embora "estagnada" não seja, de todo, um adjectivo que qualifique o estilo de dança desenvolvido e apresentado pelo ballet gulbenkian! - não procuramos, também, criatividade e variedade? então, havendo qualidade - e de tão alto nível - porquê extinguir (palavra que é tão terrível quanto o evento em si)??? é um facto que a dança em portugal se encaminha para uma vertente mais alternativa, mas ainda assim! havendo um ballet gulbenkian de qualidade reconhecida mundialmente, simplesmente...acaba-se com ele? e ASSIM?!de um dia para o outro já não existe?!só peço, então mais duas coisas (uma delas já não é possível ser atendida): uma razão que justifique e que seja mais possível de aceitar e que mostrassem o mínimo de respeito e, ao tomar esta medida medonha!, que dessem um prazo mais longo de a validar (pelo menos 1 ano, sabendo que a temporada já estava totalmente programada e organizada). assim só demonstram uma falta de profissionalismo, cidadania, consideração, respeito, espírito humano...em fim!este país tão pequeno cada vez mais tende para o desaparecimento com estas medidas...e cada vez menos portugueses se orgulham de ser portugueses.
9:23 PM

..Portugal no seu melhor...

Anonymous said...
Seguramente iremos ficar muito melhor, apoio-me no post de um anonimo que tem como todos direito á sua opinião. as direcções artisticas são sempre questionaveis, afinal não se pode agradar a gregos e a troianos, mas não seria mais fácil, caso fosse essa a questão de simplesmente mudarem o director artistico?

vamos ficar melhor sem duvida, seguramente que os projectos que irão ser apoiados pela fundação irão ter mais impacto que o ballet gulbenkian teve ao longo da sua vida, as salas estaram cheias, pelo menos de cadeiras, os amigos dos amigos cheios de projectos que irão concretizar, mas há uma coisa boa, desta vez não será com dinheiro dos nossos impostos e seguramente, quando me deslucar ao estrangeiro vou me fartar de ouvir falar dos projectos que a fundação gulbenkian irá apoiar!

è tão bom, bonito e gratificante chegar a um sitio desconhecido e ver que afinal nos conhecem ou conhecem algo do nosso país, bom parece que os tempos mudam, CONHECIAM, SERÁ O TERMO!
sem duvida que caminhamos para um futuro brilhante...
Portugal no seu melhor!!!!!
8:33 AM

...new company?...


L'enfant Terrible said...
Compreendo ambas as posições, mas porque é que os bailarinos não se organizam e formam uma companhia nova? Certamente que a Gulbenkian não se oporá a colocarem a designação de "ex-Companhia Gulbenkian" a seguir ao nome da mesma (e nem creio que possa fazer nada a nível legal)! Aí podem arranjar fundos e apoios, quiçá até da própria Gulbenkian, traçar novos horizontes...
Decidiram encarar isto como um fim... encarem como um novo princípio!
10:34 PM

Monday, July 11, 2005

Petition in English....(link)


... to rethink the decision to extinguish the Ballet Gulbenkian.
Read and sign here:
http://www.petitiononline.com/bg05ext/petition.html


Nanette Glushak from France...

Nanette Glushak said...
The reputation of Ballet Gulbenkian is world known.Not only has the company produced some of the most creative choreography and talented artists, but it has been prime representation of DANCE for Portugal.I think whomever is responsible for the company's demise, should be very ashamed.
Nanette Glushak,
Director,of the Ballet du Capitole -Toulouse, France
9:25 AM

Saturday, July 09, 2005

...and from Scotland...

morag deyes said...
Its an outrage that this should happen at a time when we need beauty and art more than anything to heal, console and agitate.Dont give up the fight (get up stand up)

MoragDance Base
Scotland
2:59 PM

..and from Italy...

Anonymous said...
Come me tanti nel mondo della danza sono rimasti sconvolti dall'atrocità di quasta decisione.Egoismo,cattiveria,interessi meschini, ignoranza: e quant'altro più...Sta succedendo un po' in tutta Europa, perchè la danza viene disconosciuta e umiliata?Immensa solidarietà ai ballerini e a Paulo Ribeiro, catapultato in una situazione incredibile, in cui senza dubbio si deve sentire impotente e frustrato. Uno schifo: gente che si permette di prendere decisioni del genere veramente merita di essere additata e svergognata di fronte al mondo.

reactions from abroad...

Friday, July 08, 2005

...licenciado e minimamente interessado pela cultura...

António Gouveia said...
Apesar de licenciado e minimamente interessado pela cultura só três vezes me desloquei às instalações da F. Gulbenkian. No entanto sempre tive essa Fundação como guardiã da cultura mais erudita e também da menos rentável financeiramente. É com profundo pesar e espanto que recebi a notícia da extinção do Ballet da Gulbenkian. Porque será? Por falta de recursos financeiros não me parece...
3:27 PM

...a minha humilde opinião...

Anonymous said...
meus caros,a minha humilde opinião aqui fica registada.

estamos no inicio de um novo século! de uma nova identidade, de uma nova forma de viver! as mudanças fazem parte da nossa história. e antes de haver não havia e depois de haver não há!

o ballet gulbenkian fez o seu percurso durante 40 anos. de ballet, já pouco ou nada tinha. e portanto, seria necessário repensar um clássico, com uma nova dinâmica e com novos conceitos estéticos. e nada melhor do que terminar algo para começar de algo de novo.

como tal, estou convencido que a Fundação Gulbenkian, não deixará de ter como objectivo central apoiar as artes e novas expressões artisticas como é expresso no testamento do sr. Gulbenkian. de outras formas, com outros objectivos, mas a pensar no futuro e nas novas gerações.

o que me choca verdadeiramente é o pânico generalizado de todos aqueles que por algum motivo estão habituados a serem subsidiados e não a subsidiarem as formas artisticas que amam ou se interessam. de várias formas: pagando o justo custo do bilhete (os espectadores), produzindo ideias e espectáculos para o grande público (os produtores/artistas/coreografos), ou de dotações em dinheiro ou serviços (mecenas, grandes empresas). portanto, se querem a minha opinião, a Gulbenkian já fez o que tinha para fazer! e durante 40 anos!

criou um espaço de representação quando não havia nenhum auditório no país digno desse nome.criou um serviço de belas artes, com vários serviços num tempo onde o estado não tinha qualquer preocupação. nem o estado, nem a sociedade civil.criou o ballet Gulbenkian de forma a poder difundir a arte da dança em Portugal e no Estrangeiro (longe vão os tempos quando o ballet Gulbenkian tinha coliseus cheios e faziam tour pelo país inteiro com peças para o grande público), colocando assim o seu investimento ao serviço da educação, da relação entre diferentes culturas e promovendo a necessidade de o grande publico se interessar pelo espectáculo.

portanto, a minha opinião é que a fundação continua na frente, na vanguarda. das ideias. da forma. da educação!

e se me enganar na minha apreciação, que a sociedade civil reclame a tudo aquilo que tem direito, expresso no legado do sr. Gulbenkian, esse sim o verdadeiro mecenas de todos nós que amamos a cultura!
3:31 PM

http://sonicnp.blogspot.com/

Quinta-feira, Julho 07, 2005

Extinção do Ballet Gulbenkian
Ontem fui surpreso com a notícia que vinha em todos os jornais, “Ballet Gulbenkian extinguido”.

Fiquei espantado como é possível que isto aconteça e que nada possamos fazer em sentido contrário.

Falamos de uma companhia que nasceu antes do 25 de Abril de 1974, tornando-se como que um marco histórico, e sofrendo mudanças com a revolução da altura.

Prosseguindo percurso e chegando até 2005.

Por lá passaram várias pessoas, que cresceram profissionalmente e aprenderam imenso. Depois vindo a integrar outros grupos de dança, ou até mesmo montando o seu próprio, ou partindo para o estrangeiro por forma a procurar crescer ainda mais em termos profissionais.

Trata-se de uma escola até mesmo para os que saiem da escola superior e tentavam ingressar, com certeza, neste prestigiado grupo de dança.

Um grupo que fez com que Portugal ficasse conhecido no estrangeiro. Oferecia uma programação ao público. E, agora, quando abrirmos a secção da dança nos media, o que vemos por lá? Aonde iremos ver dança como a que o Ballet Gulbenkian nos contemplava e maravilhava?

Como vão os profissionais que integravam o Ballet Gulbenkian ocuparem-se com outro trabalho, depois de tanto terem suado com este grupo?

Como pode isto suceder, sem nada fazermos. E, simplesmente, deixarmos a cortina fechar ao Ballet Gulbenkian, sem podermos esperar que a mesma abra para podermos levantar e bater as palmas de pé. E podermos dizer muito obrigado por tudo o que nos ofereceram com tanto esforço, paixão e carinho. Tudo em detrimento da arte. Sim, porque esta era a luz, com certeza, para vencer todos os obstáculos que foram surgindo no palco da vida de todos que contribuíram para o Ballet Gulbenkian ter chegado até aos dias de hoje.

Peço desculpas por este desabafo, mas trata-se de algo que me transtorna, por mais que tente aceitar e respeitar a decisão da direcção da Gulbekian.
posted by Pepe at 3:12 PM

O canto do cisne (from arauxo.blogspot.com)

http://arauxo.blogspot.com/

O canto do cisne

Aqui fica uma nota de pesar pela extinção do Ballet Gulbenkian, que incluiu em acertada justiça poética nas suas últimas apresentações uma coreografia de Clara Andermatt intitulada O Canto do Cisne.Observado o luto é preciso que se diga que esta é uma decisão a que não será alheia a noção do dever cumprido, quanto mais não seja em anos de serviço, e que decorre da modernização e esclarecimento do modelo de intervenção que o colosso que se instalou em Portugal em 1953 procura para na actualidade prosseguir os fins "caritativos, artísticos, educativos e científicos" a que se obriga estatutáriamente. É que as funções que a FCG veio preencher em 1965 neste deserto cultural transformaram-se, passados 40 anos e num meio cultural entretanto desenvolvido por via mesma da sua acção educativa, em disfunções sérias, nomeadamente ao nivel da substituição e duplicação de obrigações e responsabilidades (até de representação) que são nestes moldes exclusiva competência do Estado e de que o Estado, entretanto capacitado, se tem desde há muito demitido ou cumprido apenas parcialmente. A extinção do Ballet Gulbenkian vem restituir ao Estado responsabilidades acrescidas na Companhia Nacional de Bailado ou outra formação que surja a preencher o vazio na dança contemporânea, espera-se que como é hábito dos nossos governantes na area da cultura imitarem em tudo o modelo da fundação não estejam pelo contrário já a preparar extinções em série. Esta nova "filosofia de intervenção" vai inevitavelmente estender-se mais cedo ou mais tarde à orquestra, é uma pena, só podemos esperar que seja mais tarde do que mais cedo.

new comments 07.07.

Anonymous said...
Só encontro uma palavra para descrever o sucedido!UMA VERGONHA…
4:10 PM

Anonymous said...
ReafirmoÉ uma perfeita vergonha...
4:47 PM

Anonymous said...
Só sabe o que se passa no convento, quem está lá dentro. Mas, cada vez mais procuramos dar prestigio e notariedade ao nosso País e o aspecto cultural (todos sabem) tem sido um pouco orfão a quem se tem dado a mão. Ilustres Srs., que podem tomar determinadas decisões, entre o fechar hoje e o abrir amanhã, vão-se perder muitos momentos de dedicação, devoção e esforço, daqueles que soaram lágrimas, para outros terem sorrisos de prestigio. Ninguém tem culpa? Todos podem ajudar.
5:07 PM

Anonymous said...
É com profunda pena que li ouvi as notícias do encerramento do Ballet Gulbenkian. Só neste país se deitaria a perder um dos poucos e bons legados de Dança que temos. Como bailarina sinto-me tremendamente revoltada por esta acção. Não vos dão o valor que merecem. Só é pena que os responsáveis por isto não o vejam. O Ballet Gulbenkian tem todo o nosso apoio e solidariedade.
Rita Neves
10:20 AM

O Anjo Agónico

Anonymous said...
O Anjo AgónicoAinda me lembro da primeira vez que assisti a um bailado ao vivo.

Teria eu 6, 7 anos?

Disso já não me lembro bem, mas das três peças, apresentadas no D. Maria, e daqueles corpos elásticos que se contorciam no palco, lembro-me como se fosse hoje.
Nessa altura, como todas as miúdas, as minhas paixões estilísticas dirigiam-se aos frus-frus, às sapatilhas de ponta, aos vestidos brancos de saias de tule esvoaçantes, e o meu paradigma de beleza ao Lago dos Cisnes. Foi por isso um momento mágico ver um excerto das Sílfides, brancas, esvoaçantes, harmoniosas.
Mas houve neste espectáculo outra revelação que me marcou para o resto dos dias. Para além destes movimentos, os bailarinos podiam também contorcer-se de forma aparentemente desordenada e magnífica, com fatos coleantes que lhes deixavam os músculos a descoberto em desenhos extraordinários de força e beleza. Numa das peças um anjo é ferido de morte. A sua agonia transformou-se num conjunto de movimentos desesperados de luta e submissão. As grandes asas que lhe prolongavam os membros e o impeliam para cima não foram suficientes para o salvar e o final da coreografia passou-se no chão, terrífica e terrenal. E se este primeiro contacto não televisivo com o bailado se fez com a Companhia Nacional, a formação complementar nos anos seguintes fez-se com o Ballet Gulbenkian. A partir deste momento, todas as temporadas me encontravam sentada no balcão expectante, ansiosa pela surpresa do próximo programa. A dança moderna conquistou definitivamente as minhas preferências e quando as luzes se apagavam e a dança invadia o palco eram os movimentos vigorosos, lânguidos, suaves, nús e crus que me deixavam fascinada. O despojamento da dança moderna rapidamente superou os frus-frus e o Ballet Gulbenkian tornou-se o marco, o espaço de todas as aprendizagens e fruições.Não sei durante quantos anos não perdi uma temporada. Houve peças que vi mais de 3 vezes - Danças com Espíritos, Sergeant Earlier Dream, Jardim Cerrado... -, coreógrafos que me faziam comprar o bilhete com antecipação ansiosa e bailarinos que me suscitaram paixões assolapadas. Tantas destas peças e suas memórias se cruzam com a minha vida de formas de tal forma idiossincráticas que se tornaram marcos temporais pessoais difíceis de destrinçar e explicar. O Ballet Gulbenkian atravessou praticamente todos os anos da minha vida, da primária à Faculdade, e quando há uns anos retomei esta frequência regular da temporada voltei a sentir que a qualidade extraordinária dos bailarinos imprime uma unicidade insuperável a esta companhia no panorama nacional.

Quando ontem soube a notícia de que o Ballet Gulbenkian terminava não quis acreditar. Morreu de morte não anunciada.

Dói-me esta extinção não esperada. Cresce-me uma tristeza funda. Morre-me parte da vida, das memórias, das aprendizagens. Desapareceu uma fatia insubstituível da vida cultural nacional.

E é por isso que me retorna a imagem do anjo moribundo em estertores de dor e impotência. O corpo branco, moldado e agonizante, a mancha vermelha no peito a tingir-lhe aos poucos as asas que o impedem de voar. O desespero iluminado no palco. Desce o pano.Fim.

Como diz José Saramago, no Memorial do Convento:"Que os homens são anjos nascidos sem asas, é o que há de mais bonito, nascer sem asas e fazê-las crescer. Isso mesmo fizémos com o cérebro, se a ele fizémos, a elas faremos."

Saberemos fazer crescer novas asas?!

Susana Silva, 5 de Julho de 2005
10:24 AM

Comments from 07.07.

Anonymous said...
A administração desta fundação tem ordenados pricipescos, também seria interessante o povo deste país, apesar de ser privada, saber quanto arrecada este pessoal
9:03 AM
Anonymous said...
http://cidadequeimada.blogspot.com
10:37 AM
Anonymous said...
Parabéns Fundação Gulbenkian.
500 mil contos por ano para 25 bailarinos(as), 66 funcionários no total??!E depois só fazem espectáculos praticamente em Lisboa (gostava de saber quantos por ano)?Era bom era... Criem companhias e trabalhem pelo dinheiro, não ficar à espera que ele caia.Aposto que agora vão fazer manifs para o Min. Cultura, para nós todos vos sustentarmos.
Parabéns Fundação Gulbenkian.
12:04 PM
Anonymous said...
Inaceitável.Se o Sr.Gulbenkian estivesse entre nós, jamais permitiria que uma coisa destas podesse acontecer.Demitam-se os incompetentes dos administradores
12:10 PM
Anonymous said...
http://arauxo.blogspot.com/
12:35 PM
Anonymous said...
ISTO É UM CRIME BÁRBARO AO NOSSO PATRIMÓNIO!!!!!!!!!!Para quem está do lado da Administração da Gulbenkian:E se tivessem demolido a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos ou qualquer outro emblema do nosso património ?
12:56 PM

Petiçaõ contar a extinção (link to sign online)

http://www.petitiononline.com/bg05ext/petition.html

To: Conselho de Administracao da Fundacao Calouste Gulbenkian

Como público da dança e como portugueses, os abaixo-assinados vêm por este meio manifestar o seu total repúdio pela abrupta extinção do Ballet Gulbenkian – que se sente, na realidade, como um assassínio. É pouco, designar por “extinção” a morte repentina de um agrupamento em pleno vigor, com quarenta anos de história incomparável e seis estreias absolutas previstas para a temporada assim abortada. O nível do Ballet Gulbenkian, sem dúvida uma das melhores companhias de dança moderna da Europa, senão do mundo, nunca teve paralelo no nosso país, e os seus bailarinos e projectos continuavam a crescer e a evoluir. A cada ano de quatro décadas formou públicos e profissionais da dança, marcou percursos, renovou visões, elevou a vivência artística de um público limitado em opções e artisticamente subnutrido. Será que, numa conjuntura como a que vivemos hoje, podemos dar-nos ao luxo de perder tamanha jóia? Com uma vida artística instável e irregular, será justo roubar ao público nacional uma companhia de superação, de sublimação, da melhor arte que nos é dada a apreciar neste país culturalmente catatónico há demasiadas décadas? Será justo para com a memória de Calouste Gulbenkian desbaratar assim tão valioso labor de quarenta anos? Será civilização, cosmopolitanismo, modernidade, destruir o grande agrupamento de dança moderna de um país, sobretudo de um país como o nosso, tão faminto de referências e de uma vida cultural activa e regular?

Não é justo, excelentíssimos senhores. É, na nossa opinião, um crime cultural contra o país. Temos noção de que o BG não é uma instituição pública. Sabemos que a Fundação Calouste Gulbenkian é soberana nesta decisão. Mas quarenta anos de vida – e que vida – tornaram o BG património nacional. E o património nacional, manda a lei, a ética e o bom senso, deve ser defendido. Esta extinção não faz justiça ao Ballet Gulbenkian nem ao seu público. Não faz justiça a Portugal. Nem faz justiça à Fundação Calouste Gulbenkian, grande farol de um país culturalmente tacteante. Pedimos, por isso, que reconsiderem a vossa decisão. Sob pena de ficarem para a história – da FCG e de Portugal – como os carrascos de um membro insubstituível do panorama artístico nacional.

Sincerely,

The Undersigned

Thursday, July 07, 2005

Portugal no seu píor!

Anonymous said...

Portugal no seu píor!Incompreensivel.


4:24 PM

Só encontro uma palavra ...

Anonymous said...
Só encontro uma palavra para descrever o sucedido!

UMA VERGONHA…


4:10 PM

Ballet Gulbenkian: an extinct existence

July 6th, 2005 Lisbon

Dear Dance Community,

We would like to inform you that we have been hit. The entire company was disbanded yesterday at 4.30pm local time and we join the list of grand companies that breathed their last breadth.

Not only was Ballet Gulbenkian a world renowned repertory company, but was also considered a national monument, a Portuguese pride. For 40 years the company has grown into a name you have heard of, have seen perform and dancers have profited from.

The decision was sudden and painfully brutal taking us and the dance world by surprise. The decision was not for financial reasons as seems to be the norm today.

We share our fate with you in the hope that you will react to our loss and to the reverberations this act has on the dance world internationally.

We hope for your rapid response so that the weight of your support will show solidarity and remind those that have forgotten of the immense importance dance has in life.

Please contact us:
balletgulbenkian@yahoo.com
fax:+351 21 7823267
fax:+351 21 7276983
fax:+351 21 8492173
feel free to comment here: balletgulbenkian.blogspot.com


Sincerely Yours,
The Gulbenkian Ballet Community

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"No estrangeiro o nome Gulbenkian é ligado ao Ballet"

from leonor figueiredo in DN 07.07.05

O jovem bailarino estrangeiro tira os óculos escuros e atira o último argumento "No meu país, o nome Gulbenkian não é associado a nenhuma fundação, mas sim à companhia de ballet. E se folhear a Agenda Cultural de Lisboa, o que vê na secção de dança? Espectáculos de bailarinos reformados, que estiveram no Ballet Gulbenkian."Sentados à sombra do arvoredo dos jardins da fundação, um grupo de bailarinos fala com o DN sobre o fim da companhia, sob promessa de ninguém se identificar. Depois de horas de reunião, que juntou no estúdio os trabalhadores da dança, decidiram ontem criar um mail (balletgulbenkian@yahoo.com) para poderem falar com o público.Depois das lágrimas choradas terça-feira, os rostos mostravam-se ontem desalentados. "Queremos mostrar a nossa tristeza de forma diplomática e dar a nossa opinião", alegava outro bailarino, sempre interrompido pelo telemóvel, de pessoas que queriam saber pormenores. É que o Ballet Gulbenkian, que em 2003 gastou 2,7 milhões de euros, tem mais de 25 bailarinos, dez administrativos, dois técnicos e três costureiras.Todos queriam explicar a importância do Ballet Gulbenkian que, garantem, "está incluído entre os cinco melhores da Europa" e todos os anos recebia, do Conselho de Administração, "comunicações e prémios de excelência". Um dos elementos, inconformado, adiantava que "o poder da decisão [da extinção da companhia] não está à altura de perceber a perda irreparável na dança em Portugal".No grupo dos bailarinos, cada caso é um caso o das jovens mães que tiveram crianças há pouco tempo, os "velhos" de 35 anos de idade e nove anos de casa (faltando um para complemento de reforma dado pela fundação) e os novos."Nesta altura do ano já não nos é possível fazer audições em lado nenhum. As temporadas são delineadas com muito tempo de antecedência", explica uma jovem bailarina, pormenorizando que o timing da profissão é muito preciso, porque "as companhias começam a delinear o trabalho entre Janeiro e Março, mas para a temporada do ano seguinte". E diziam "temos o ano perdido até Julho de 2006."Outra revolta tem a ver com a garantia dada terça-feira por responsáveis, de que os bailarinos poderiam usufruir de uma aula de hora e meia por dia, o que lhes parece manifestamente pouco. "Seria só para aquecer..."Mas o que mais lhes doeu foi a forma como tudo aconteceu. "A administração não deu a cara e o dia do anúncio foi escolhido a dedo, para ficar abafado pelas medidas do primeiro-ministro. Não se diz a uma companhia de dança que no minuto seguinte já não existe."

From Diário de Notícias 07.07.05

"Decisão abrupta e incompreensível"a. M. G.
"É triste acabar-se assim repentinamente com o Ballet Gulbenkian, companhia com um trabalho muito importante há 40 anos num determinado domínio da dança, mesmo que esteticamente possamos estar mais ou menos afastados dessa área." As palavras são de Cristina Santos, responsável pelo Fórum Dança, uma das organizações pertencentes à Rede, associação de estruturas para a dança contemporânea. Na sua opinião, o BG desenvolveu "um trabalho novo de enorme qualidade, até na sua relação com a comunidade da dança, num país onde praticamente não existe este tipo de agrupamentos". Trata-se de "um tipo de decisão abrupta e incompreensível, não se descortinando as verdadeiras razões que lhe presidem", acrescenta.A Fundação Gulbenkian podia, no entendimento de Cristina Santos, "ter agido há muito nas áreas de apoio à dança; tem, aliás, existido uma política de regressão, veja--se o que aconteceu com a extinção do Acarte. Enquanto instituição, demitiu-se de investir numa dimensão contemporânea das artes performativas. Não me parece que o desaparecimento do BG vá determinar uma melhor actuação nesse sentido, embora considere muito louvável o que se pretende fazer. Não se entende como se substitui uma companhia por uma política de apoios." A Rede vai tomar posição pública sobre o fim do BG, explicitando também a sua solidariedade para com os bailarinos.Clara Andermatt, ligada como coreógrafa ao Ballet Gulbenkian, afirma a sua tristeza e perplexidade perante a notícia, "não inesperada, mas abrupta" da extinção do BG " Estou chocada pela forma como a decisão foi comunicada aos bailarinos e ao director pouco antes de o comunicado seguir para as redacções. Esperemos que o plano de substituição da companhia por uma política de apoios valorize significativamente o panorama da dança contemporânea portuguesa. É frustrante para Paulo Ribeiro que o projecto tenha sido abortado. Todos sentíamos que havia necessidade de renovar, mas era preciso que houvesse meios e vontade."

from: Diário de Notícias 07.07.05

http://dn.sapo.pt/2005/07/07/artes/o_misterio_supletivo.html
Ministério
da Cultura

O mistério supletivo



de:Pedro Mexia

Durante décadas, num contexto de alguma escassez cultural, a Gulbenkian foi o nosso Ministério da Cultura (MC). Basta lembrar a importância que teve a programação de cinema, uma espécie de embrião da actual Cinemateca. Já em democracia, a Gulbenkian continuou mais importante que a Secretaria de Estado e depois o Ministério da Cultura tinha mais dinheiro, mais prestígio, mais currículo.Só com o peso político que Manuel Maria Carrilho emprestou ao MC a situação se atenuou (e eu sou insuspeito de admirar a doutrina Lang). Instituições como a Culturgest, o CCB e Serralves também aumentaram imenso a oferta cultural. A Gulbenkian, nalgumas actividades, tornou-se dispensável.É certo que (por exemplo) no campo da música erudita ainda consegue os cartazes mais impressionantes. Mas não se pode argumentar que se não existisse a Gulbenkian não existia música erudita. Em muitos domínios, o "ministério" é agora um ministério supletivo.A nova administração da Gulbenkian assumiu claramente a necessidade de mudanças. Sá Machado esclareceu em diversas entrevistas que a Fundação ia continuar a promover bolsas e acções de formação mas que aos poucos descartaria alguma programação própria.O encerramento do Ballet Gulbenkian é um desses casos. Mesmo com a natural contestação, convenhamos que no caso da dança há outras companhias que continuam o legado, em novos modos de articulação com a Gulbenkian. Noutras áreas a situação é mais problemática.Se, como se especula, a Gulbenkian acabar com a Colóquio/Letras (como acabou com a Colóquio/Artes), o que lhe sucede? O Estado não tem esse pelouro. Os privados não estão interessados no ensaio literário. Ninguém lê as publicações universitárias. E as revistas de geração espontânea duram cinco ou seis números.A Colóquio, mesmo com a actual periodicidade imprevisível, dificilmente pode ser substituída. Pela importante rede de colaboradores (incluindo estrangeiros), pelos indispensáveis números temáticos, pelo requinte gráfico único. É um produto minoritário mas muito sólido. E que só pode ser mantido por uma instituição que não faça contas de tostões. Esperemos que não seja a próxima vítima.

Post from 06.07.

Anonymous said...
CHOCADA,ABISMADA,TRISTE,E COMPLETAMENTE DESACREDITADA, É ASSIM QUE ME SINTO!! NÃO É POSSÍVEL QUE SE TENHA DESFEITO UM TRABALHO SOBERBO COM 40 ANOS DE HISTÓRIA DA DANÇA,COM A MELHOR COMPANHIA DE DANÇA PORTUGUESA DE RENOME INTERNACIONAL...COMO É QUE ALGUÉM PODE SER TÃO INSENSIVEL A ESTA ARTE TÃO NOBRE, COMO É QUE SE PODE ESQUECER TODOS AQUELES QUE SE DEDICARAM DE CORPO, ALMA E CORAÇÃO DURANTE MUITOS E LONGOS ANOS,ALI A DAREM O MELHOR DE SI MESMOS E A LEVAREM O NOME DA GULBENKIAN TÃO LONGE COMO FOI DURANTE ESTE TEMPO TODO E A COLOCAR O NOSSO PAÍS NO TOPO SÓ PELA SUA FAMOSA COMPANHIA DE DANÇA, JAMAIS ESQUECIDA. TODOS SABEMOS QUE EM QUALQUER PARTE DO MUNDO, O BALLET GULBENKIAN É CONHECIDO, O SEU REPORTÓRIO É POR MUITOS ADMIRADO E QUEM FAZ OU FEZ PARTE DA GULBENKIAN É ACEITE E ELOGIADO POR TODOS COMO SENDO ESTE UM IMPORTANTE CARTÃO DE VISITA. E AGORA POR UMA RAZÃO PARA MIM SEM QUALQUER FUNDAMENTO TERMINA-SE COM A COMPANHIA DANDO A ESTA UM VALOR ABSOLUTAMENTE NULO. NÃO MEUS SENHORES, ISSO NÃO PODE SER ASSIM...DEIXEM O BALLET GULBENKIAN CONTINUAR AQUILO QUE ATÉ HOJE FEZ E FAZ TANTOS MILHARES DE PESSOAS DESLOCAREM-SE A UM TEATRO E APRECIAR O QUE DE MAIS BELO PODEMOS VER, A DANÇA, EM TODO O SEU EXPLENDOR ,QUE PERMANEÇA PARA SEMPRE PRESENTE E QUE CONTINUE A SER DAS POUCAS COISAS VALIOSAS NESTE PAÍS E PELAS QUAIS VALE AINDA A PENA VIVER EM PORTUGAL...NÃO DEIXEM MORRER TÃO NOBRE ARTE, NÃO DEIXEM ACABAR O BALLET GULBENKIAN, NÃO APAGUEM A CHAMA DE TODOS OS BAILARINOS PRESENTES NA COMPANHIA, PARA OS QUAIS A GULBENKIAN ERA A SUA VIDA, NÃO TIREM AOS NOSSOS MAIS NOBRES SENTIDOS,O SEU MELHOR VALOR E AQUELE PORQUE REALMENTE AINDA VALE A PENA SER PORTUGUÊS...
3:51 PM

Wednesday, July 06, 2005

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From "Diário de Noticias, 06.07.05"

http://dn.sapo.pt/2005/07/06/artes/gulbenkian.html

Gulbenkian extingue Ballet

Eram quatro e meia da tarde de ontem quando os 15 bailarinos, que se encontravam no estúdio do Ballet Gulbenkian (BG) a ensaiar uma nova criação para a próxima temporada 2005/2006, se depararam com a presença do director de Serviço de Música, Pereira Leal. Ninguém supunha o que os aguardava. Um dos elementos presentes contou ao DN que Pereira Leal começou a ler o comunicado do Conselho de Administração (CA) em que era anunciada a extinção da companhia, mas a emoção impediu-o de continuar. Teve de ser o director adjunto, Rui Vieira Nery, a lê-lo até ao fim. A partir daquele momento, o BG desaparecia, sendo cancelados todos os espectáculos. Os 15 bailarinos presentes entraram em "estado de choque" com a notícia. "A nossa reacção? Chorámos e assim continuamos, a chorar. Ainda não acredito", conta ao DN o bailarino Romeu Runa, que recentemente recebeu o Prémio Almada, de consagração. Meia hora mais tarde, o documento seguia para as redacções, sem comentário da instituição. O comunicado do CA da Fundação, além de anunciar a extinção da companhia, criada há 40 anos, enuncia várias "modalidades alternativas" para apoiar a dança.O documento de duas páginas sublinha que o panorama da dança se tem alterado profundamente, fazendo um diagnóstico, em que sublinha várias "necessidades" garantia da boa qualidade profissional dos bailarinos, experiência de iniciação e coreografia e ainda o facto de públicos de fora de Lisboa e Porto terem direito a usufruir de produções de qualidade.Em "substituição" da companhia, a fundação prefere, entre outras iniciativas, instituir bolsas para o estrangeiro, fazer acções de formação, contribuir para a interna- cionalização da dança contemporânea portuguesa e convidar companhias nacionais. A extinção do Ballet "deverá estar concretizada até Agosto de 2006", lê-se no documento, em que se adianta que o CA "entendeu também cancelar todos os espectáculos de dança que se encontram programados". O contrato dos colaboradores da companhia cessa, mas fica assegurado "um tratamento compensatório significativamente mais vantajoso do que decorreria do mero cumprimento das obrigações laborais que impendem sobre a fundação". Os colaboradores que desejem criar a sua própria companhia, esclarece o documento, poderão usufruir de "um esquema de apoio".Segundo o DN apurou, deverão ser directamente atingidos entre 20 e 30 bailarinos residentes, portugueses e estrangeiros, não devendo a extinção do Ballet afectar os técnicos de palco. O DN tentou contactar o actual director artístico, Paulo Ribeiro, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição.A ideia vem de longe, como lembrou Olga Roriz (ver depoimentos), podendo ler-se esta intenção em entrevistas, nomeadamente de Sá Machado. Em 1994, ao DN, o falecido administrador perguntava-se "(...) Deve ser a fundação a responsabilizar-se pela propriedade e gestão das companhias [Ballet e Orquestra]?" A seu ver, acrescentaria em 1988, estes dois agrupamentos, só deveriam continuar enquanto fosse possível "compatibilizar o grau de excelência requerido com a tolerabilidade dos custos".Era então salientado pelo responsável que tanto a Orquestra como o Coro e o Ballet Gulbenkian tinham despesas consideradas "muito elevadas".